Débora Camillo é candidata à prefeitura de Santos do PSOL

Débora Camilo é singular, mas suas lutas são plurais. Como o mundo que ela enxerga, suas batalhas são diversas. Débora é do PSOL e está na luta por uma sociedade justa e igualitária!

[Machismo e violência contra mulheres]
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Machismo e violência contra mulheres

Desigualdade de gênero: combate ao machismo e à violência contra mulheres

O Brasil é um pais majoritariamente feminino, sendo composto por 51% de mulheres. Esse número se mostra de maneira ainda mais exacerbada em Santos, onde a proporção de 54,2% de mulheres (30) dá ao nosso município o título de cidade com maior proporção de mulheres do país.
Entretanto, da mesma maneira que outras minorias sociais (tal como a população afrodescendente, que compõe quase a mesma parcela da população brasileira) às mulheres é reservado apenas um lugar de submissão, de ausência de protagonismo.

Para além disso, segundo o censo demográfico do IBGE do ano de 2010, no Brasil os homens recebem, em média, R$1.587, enquanto mulheres recebem R$1.074. Quando analisamos esses dados por região, vemos que na região Sudeste, homens recebem R$ 1.847, enquanto mulheres recebem, em média, R$ 1.271, portanto, as diferenças são maiores ou menores de acordo com a região do país. Apesar dos avanços que as mulheres conquistaram nas últimas décadas, caso o ritmo da redução da desigualdade entre os gêneros se mantenha no mesmo patamar, as mulheres só receberão o mesmo que os homens em 2085.

Ademais, não se pode dissociar o machismo e o racismo em nossa sociedade, e isso se evidencia quando analisamos dados como a taxa de escolarização medida pelo IPEA no ano de 2003. Enquanto apenas 5,2% das mulheres negras têm ensino superior, 18,2% das mulheres brancas e 14,9% dos homens brancos dispõe do mesmo nível educacional.

Levando esses dados em consideração, o PSOL dispõe de propostas objetivando a redução das diferenças entre homens e mulheres, como:

- Garantia e incentivo ao debate das relações sociais de gênero nas escolas municipais, com caráter intersecional (vários lugares de opressão que se intercruzam) e transversal. Com o Projeto Político Pedagógico (PPP), articulados com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), cuidando do oferecimento de livros didáticos livres de discriminação e estereótipos que mantém a mulher no lugar de sub-humana. É preciso afirmar a necessidade de que a escola trabalhe com o respeito à condição da mulher e à diversidade sexual.

- Políticas públicas educacionais que combatam a discriminação contra mulheres negras, pobres, lésbicas e transexuais nos diversos níveis de ensino.

- Serviço integrado de combate à violência contra a mulher com a criação de Centros de Referência da Mulher, com o funcionamento multidisciplinar.

- Delegacia da Mulher com funcionamento 24 horas e abertura de Delegacia da Mulher na Zona Noroeste, no Morro da Nova Cintra e na Área Continental

- Programa de capacitação permanente da Guarda Municipal, bem como das e dos profissionais das delegacias da mulher, do Instituto Médico Legal, do serviço de saúde e da escolas municipais, incluindo as creches, no preparo destes profissionais para melhor atendimento às mulheres em situação de violência.

- Implantação de um serviço especializado de psiquiatria nos hospitais de referência de atendimento à mulher, voltado para mulheres em situação de violência que tenham desencadeado quadros psicossomáticos provenientes das violências sofridas.

- Política de prevenção às situações de violência contra a mulher na rua, com iluminação pública adequada, garantia de que os ônibus poderão parar em qualquer ponto para que as mulheres possam desembarcar à noite;

- Policiamento qualificado na saída das escolas da educação básica, de ensino superior e técnico, pela Guarda Municipal

- Políticas públicas que enfrentem a cultura machista na escola e nos outros serviços públicos

- Políticas públicas que possibilitem o debate e campanhas de enfrentamento da cultura machista que historicamente se eterniza nos espaços da sociedade que aceita a violência e impõe às mulheres padrões de comportamento desde seus relacionamentos até as roupas que utiliza, ao mesmo tempo em que incentiva a mercantilização do corpo.

- Políticas públicas educacionais que combatam a discriminação contra mulheres negras, pobres, lésbicas e transexuais nos diversos níveis de ensino.

- Implantação do programa “Botão do pânico”, entregue às mulheres que são vítimas de violência doméstica, tal como o programa implantado em algumas prefeituras do Brasil (31)

 

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30 Censo 2010

31 http://ibdfam.jusbrasil.com.br/noticias/100462726/botao-do-panico-e-entregue-a-vitimas-deviolencia-domestica-no-espirito-santo

Fonte: Programa de governo do PSOL Santos

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