Quebrada em Cena: os desafios da cultura periférica
No dia 12 de agosto de 2025, realizamos na Câmara de Santos a Audiência Pública “Quebrada em Cena: os desafios da cultura periférica”, um espaço para que a arte das quebradas deixe de ser criminalizada e seja reconhecida como direito, identidade e ferramenta de transformação.
Na audiência, surgiram denúncias como:
• Violência e repressão policial contra eventos culturais periféricos, bailes funk e batalhas de rima;
• Ausência da Secretaria de Cultura no apoio a esses eventos e distanciamento das demandas reais da periferia;
• Recusa da Secretaria de Segurança em participar do debate — postura que revela desprezo por ouvir quem sofre com a truculência policial;
• Criminalização da juventude e da música, como na vergonhosa lei anti-Oruam, que censura o funk e persegue artistas;
• Falta de diálogo do poder público com movimentos culturais para acesso aos recursos de produção, como editais e fomentos.
Essas são só algumas das denúncias. Após amplo debate, saímos com encaminhamentos para seguir cobrando ações, como:
• Reunião com a Secretaria de Cultura para garantir investimento e apoio às iniciativas periféricas;
• Formação com a Guarda Municipal para que a arte de rua seja respeitada;
• Leis de incentivo à cultura periférica, para facilitar acesso ao orçamento;
• Estrutura para hip-hop, batalhas, bailes, cortejos, rodas de samba, etc., com banheiros, energia, gradis, palcos e som — porque cultura se faz com dignidade.
A cultura periférica é patrimônio popular e não será calada. Quem fecha os olhos para a arte da periferia fecha para a cidade e para a juventude preta e pobre que resiste graças à arte.
Enquanto houver favela e quebrada, haverá cultura. Enquanto houver cultura, haverá luta. Nós vamos ocupar todos os espaços.
![Débora Camilo [Vereadora do PSOL em Santos]](https://deborapsol.com.br/frontend/img/dc-logo.png)



